domingo, 20 de junho de 2010

INTINERÁRIO

Já havia um tempo que ele etava alí, parado, olhando para o horizonte. Ele esperava que pudesse esquecer de todo o acontecido ficando alí, parado, fitando o ponto, na verdade uma linha, em que o céu e o mar se encontravam. queria perecer alí por toda eternidade, por causa do acontecido.
Desistiu de ficar alí. Voltou andando pra casa, para esfriar a cabeça. Afinal de contas, por que dar tanta importância e perder o tempo pensando em coisas que não chegam, sequer, a ser importantes?
Parou em um dos bares pelo caminho. Isso sim era uma coisa pela qual valia dar uma respeitosa importância e gastar o tempo. Não era algo que se possa chamar de importante, mas, algo essencial, algo que o ajudaria, pelomenos temporariamente, a esquecer de coisas desimportantes.
Tomou uma, dua três, cinco, dez cervejas. Já bêbado, obviamente, tentou sair, sem pagar, e foi barrado, na porta, por um dos seguranças. Haviam apenas dois seguranças naquele bar, afinal, com seguranças daquele tamanho, pareciam neandertais, quem seria a pessoa, em sã consciência, que tentaria sair sem pagar?
Infelizmente o nosso personagem não estava em sã consciência, e acabou discutindo com um dos neandertais, que o empurrou em cima de uma das mesas, desencadeando uma colossal, briga de bar. Ele aproveitou-se da situação gerada por ele mesmo, propositalmente, e saiu do bar, sem pagar nada e com algumas marcas: um murro do neandertal, um arranhão de uma louca qualquer e uma garrafada. Ele tinha pensado que tinha perdido um dente, mas, na verdade, o dente que ele engoliu não era dele.
Aquilo já havia virado um costume após suas brigas, que, haviam se tornado constantes, em casa.
Ninguém nunca iria entende-lo.